Novo blog
Às vezes precisamos mesmo mudar. Esta foi impulsionada por uma amiga e por meu sempre presente desejo de mudança. Por isso, o Papel Eletrônico passa a ter novo endereço, com um layout mais moderno, mais eu. Os textos continuam com a mesma cara, o mesmo sentimento, o mesmo amor, que me move, sempre. Anotem, visitem, opinem: www.novopapeleletronico.blogspot.com
Escrito por Dani às 13h49
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Ela e o sol
A moça que tinha o olhar sombrio hoje parece outra. Se banha, perfuma e se arruma, vestida pra si mesma, se achando o máximo. O sol contribui pra que seu dia seja ainda melhor. Trabalha feliz, sorri com as amigas, se sente importante no mundo, se sente viva, cheia de sonhos e vontades. Nada como uma conversa franca, “ minhas prioridades e necessidades”, “suas vontades e seus planos”, “nossas restrições”. Equilíbrio. Esta é a palavra chave. E pronto!
Escrito por Dani às 16h40
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Três anos
Há duas semanas não pensei que estaria escrevendo isso hoje. A angústia na sua voz e a dor no seu olhar me diziam que era o fim. Por mais que me doesse, em nenhum momento eu pensei na minha dor. Pensava na sua tristeza, no que poderia fazer para te ver feliz, mesmo que isso significasse não te ter mais. Agora, ainda estou me acostumando a essa nova realidade. Não está sendo fácil, mas se um dia a gente não der certo, quero ter certeza de que esgotei as possibilidades. Mas estou me reerguendo, retomando a temperatura depois do balde de água fria, refazendo planos, me reconstruindo. No entanto, por mais que tudo isso seja um tanto contido, ainda te amo mais do que consigo traduzir em palavras. Ainda respiro você, ainda te tenho em meus pensamentos, quando abro os olhos pela manhã e ao fazer minha última prece antes de dormir. Não sei se um dia você entenderá a dimensão desse sentimento. Sequer sei se eu entendo. A cada nova situação me surpreendo comigo mesma. Eu, que sempre fui tão orgulhosa, tão individualista, de repente coloco toda minha vida, minha alma e meu coração nas suas mãos, aposto todas as fichas nesse amor que parece ser o que há de mais certo à minha frente. Por tudo isso, hoje, quando completamos três anos juntos, só sei agradecer por te ter ao meu lado. Agradecer a você por também apostar nessa relação e agradecer ao destino, ao universo, a essa coisa mágica que fez com que a gente se encontrasse. Enquanto tiver consciência do meu papel neste mundo, te amo.
Escrito por Dani às 17h48
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Quatro anos de Cristina
Ela chega no salão e logo todos são ofuscados pelo brilho do seu olhar. O riso solto inunda o ambiente e ela corre com seus pézinhos numero 25, explorando cada detalhe, cada cor. Do alto de seus quatro anos, sua curiosidade é infinita. A festa toda é uma brincadeira só, uma homenagem à sua infância doce e feliz, um tributo ao riso solto e ao brilho nos olhos. Gente correndo pra lá e pra cá, vozes altas conversando e ela dança. Sim, em meio a tudo isso, ela dança, rodopia e joga os braços para o alto. Sozinha, no palco, envolta em sua própria música, a melodia da ingenuidade, da fantasia. Hora do parabéns, todos os olhos voltados pra ela. Ela sorri, faz graça. Ao final da tradicional música, um sopro na vela, uma olhada para a mãe, um aceno, uma mordida no bolo e um rosto cheio de chantilly. Simplesmente impagável, inesquecível, renovador, abençoado.
Escrito por Dani às 14h19
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Nova fase
Uma neblina de serenidade me envolve. De repente me sinto calma, confiante, segura. Feito o acordo, não há muito o que fazer. Tenho a consciência tranqüila de que estou fazendo o que posso para dar certo. Se não der, terei certeza de que esgotei as possibilidades. Às vezes é preciso fazer o jogo do amor. Abrir mão de certas coisas para conquistar outras, retroceder para então progredir com mais velocidade, mais verdade. Não será fácil, eu sei. Hábitos novos são difíceis de serem adotados. Mas a idéia de perdê-lo me motiva a enfrentar qualquer desafio que possa impedir que isso aconteça. Sabia o quanto te amava, mas a dimensão disso acabou me surpreendendo. Pensar em não ter mais você me dói fisicamente. Mas pensar em vê-lo infeliz é pior do que qualquer dor, é paralisante, mortal. Vamos esperar o que nos reserva o futuro. Confio. Se tiver que ser, será. Nossa história não termina agora, apenas começa um novo capítulo. Sei que nasci pra ser sua Bella e você, meu Edward.
Escrito por Dani às 14h26
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Dor
Suas palavras me atingem feito punhal, a cabeça gira, a boca seca, não sei o que pensar ou como reagir. Automaticamente as lágrimas começam a transbordar dos olhos. O que está acontecendo? Por que essa angústia no seu olhar? Por que não posso fazer nada pra mudar? Eu entendo, qualquer que seja sua decisão. Pra mim não há mágoa ou raiva, só dor. O amor que sinto me impede de ter qualquer outra reação. Te quero bem demais pra te impedir de ser feliz. Minha vontade é me jogar a seus pés e implorar, mas não tenho esse direito. Não sei o que fazer. Peço a Deus e ao universo uma solução, Peço força, peço serenidade. Está em suas mãos. O tempo dirá. Enquanto me restarem forças, te amo.
Escrito por Dani às 11h07
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O olhar que é meu
É o olhar, a cumplicidade que ele transmite, feito um imã, me atrai, conforta, protege, acalma, deseja... O olhar que aprendi a ler, onde me vejo tantas vezes, de onde já saíram lágrimas e tantos sorrisos. O olhar que se frustra, que se cansa, que tem raiva. O olhar que diz tudo, sem precisar abrir a boca. O olhar que reprova, que percebe, que me embriaga. Com tantos focos e tantos ângulos, é o olhar que me conquistou. Não são olhos de ressaca, mas são olhos de amor, e o olhar é para mim.
Escrito por Dani às 15h07
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Vale um sorriso banguela
Tudo começou com uma semana de antecedência. Uma manhã inteira em lojas de decoração de festas infantis, entre pratinhos, copinhos, garfinhos, muito papel crepom, isopor e glitter, tudo rosa, claro. Ainda teve uma passadinha pela loja de doces, com uma variedade incrível de chicletes, balas, chocolates e marshmallows, das mais variadas formas, tamanhos e cheiros. Cumprir o planejamento na semana exigiu um tanto de habilidade, ainda mais porque havia um feriado no meio. Foi preciso checar e confirmar comidas, bebidas, lembrancinhas, animação, convites, convidados, roupas e até previsão do tempo. No dia do grande evento a coisa começou cedo. Mais de cem bexigas para encher e toda a decoração do salão. Tudo isso com a ajuda das duas pequenas, que pulavam e corriam o tempo todo e davam gritinhos histéricos de vez em quando. Tudo pronto no salão, corre pra buscar a comida, termina a decoração do bolo, checa o salão mais uma vez, banho, fantasia, sapatilha, meia calça e camiseta por baixo porque o frio prometia... É chegada a hora. Olhinhos brilhantes examinam tudo. Sim, a resposta foi positiva. Sorrisão aberto mostra a janela banguela. Ufa! Ela gostou! Agora é só curtir a piscina de bolinha, se embonecar no camarim fashion com muito glitter e spray colorido no cabelo, ganhar presente e se entupir de doces. E quem quer mais que do que isso nessa vida?
Escrito por Dani às 16h56
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O menino
O sangue vermelho-vivo é mau sinal. Correria, hospital, exames, exames, exames. É fato. Ele não existe mais. Não tem motivo aparente, não tem explicação. “O organismo rejeitou a má formação”, disse o médico. Tenho uma explicação bem melhor. Papai do céu se enganou nas contas e chamou ele de volta. Vai precisar do menino lá por mais um tempo. A gente fica triste, mas entende. A tia aqui pode esperar mais um pouquinho.
Escrito por Dani às 12h22
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Ele e o frio
Enrosco meus pés nas suas pernas e me aninho no mais tradicional estilo conchinha. Finjo ignorar o alarme irritante do celular. A idéia de levantar, tomar banho e enfrentar os 5ºC me assusta. No fundo, nem ligo pra ela. Durmo mais dez minutos. Novamente o celular. Quem inventou isso? Que coisa!!! Me encolho ainda mais dentro dele. Sim, não tenho mais escolha. Saio da cama quase congelando. Sinto os dentes baterem involuntariamente. Olho para ele e me consolo. Suspiro e sorrio. Tudo bem encarar o frio, o sono e a preguiça. A noite valeu a pena.
Escrito por Dani às 17h43
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Se virando
São Paulo é um caldeirão de culturas, misturas e gente de todo tipo fazendo de tudo pra levar a vida da melhor maneira. Dia desses uma amiga disse que em meio à crise financeira mundial estava criando um brechó online. “Como é? E de que jeito funciona isso?”. Simples, é feito um blog, ela posta as roupas, acessórios, bolsas e livros, com preço, tamanho e todas as especificações. Aí a pessoa clica lá, manda e-mail pra ela, faz e depósito e ela entrega onde o comprador desejar. Incrível né? E o melhor é que as coisas são de muito bom gosto. Eu mesma já vou agendar para experimentar umas peças. A tecnologia trabalhando em prol de gente criativa. Confiram: http://bazaresporadico.blogspot.com
Escrito por Dani às 16h22
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Cotidiano
A rotina é mesmo uma coisa bem maluca. Acordar, tomar banho, ir para o trabalho, ficar o dia todo correndo atrás de coisas que não são suas e nem para você, ir para a faculdade, pra um happy hour, para o cinema, futebol, ver novela, jantar, dormir e começar tudo de novo no dia seguinte. Pela definição do dicionário, trata-se de uma “repetição monótona das mesmas coisas, prática constante, velho costume; rotineira”. Sempre podem haver variações, como um fim de semana especial, uma festa inesquecível, mas no geral, rotina é rotina. Mas quem disse que rotina tem que ser chata, monótona ou igual? A rotina pode ser a não-rotina, a busca do novo, inusitado, diferente, arriscado, desafiador. A rotina pode ser fazer a mesma coisa, sempre diferente. Minha rotina ultimamente tem sido buscar a felicidade e me divertir. E para conquistar essas coisas não tem uma receita, um caminho específico. Minha rotina, na verdade, é tentar, a cada dia, ser mais feliz que no dia anterior. Às vezes não consigo, mas tentar, ah sim, eu tento sempre!
Escrito por Dani às 14h39
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Retorno
A inspiração veio de uma nova amiga, o impulso de uma vontade guardada há algum tempo. O fato é que resolvi voltar a escrever. Não sei ao certo porque parei... Talvez a loucura do dia-a-dia, a preguiça, a falta de assunto ou simplesmente um tempo para mim mesma. Ainda não sei sobre o que falar, a falta de hábito me enferrujou talvez. Vamos esperar, oxigenar o cérebro e ver o que sai...
Escrito por Dani às 15h19
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Palavras...
Palavras. Norteiam e permeiam o mundo. Usadas para o bem ou para o mal, estão em toda parte, de todas as formas, usadas como arma ou conforto.
Quando a menina as descobriu ainda era muito pequena, sem noção do poder daquela descoberta. Com o tempo foi se envolvendo e se deixando conquistar. Antes mesmo de começar a ler já imaginava o que as palavras queriam dizer, ao decifrá-las, uma nova realidade se descortinou à sua frente. Livro após livro ela se fascinava e cada história ficava grudada em sua alma, em seu coração, de alguma forma.
Hoje, muitos anos após a descoberta das palavras, ela escreve suas próprias histórias, sem deixar de ler a dos outros. Ainda não tem lá muita noção do poder que tem nas mãos, mas continua a escrever. Para ela, colocar as palavras no papel e dar de presente a outras pessoas é diversão, desabafo, informação, distração, carinho e contentamento. Para a menina, que hoje é mulher, escrever é arte e ler é mágica.
Escrito por Dani às 10h43
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Manhã
O sol entra pelas frestas da janela e aos poucos clareia o quarto todo. Desperto com o celular, hora de trabalhar. Abro os olhos e sorrio, que delícia de sonho... Tomo banho bem disposta, pensando na roupa que vou pôr. Me troco, tomo café e saio, como se fosse passear. Adoro dias assim, em que o bom humor parece vir com o vento.
No ônibus as pessoas parecem contagiadas com essa energia. E vou analisando como cada um começa o dia, uns bem dispostos, outros acordando ainda.
Um rapaz dorme, cabeça encostada no vidro, fones de ouvido e óculos de sol. Um sono pesado, de quem está cansado mesmo.
Entra uma mãe com sua filha. Deve ter uns quatro anos, fala muito, sorri e brinca. Penso na energia que aquela criança deve ter e no cansaço da mãe.
Uma mocinha lê seu livro, uma senhora parece preocupada, tem uns exames na mão. Um rapaz muito arrumado parece tenso, imagino que vai numa entrevista de emprego. Outra moça fala animada no celular, conta, provavelmente para uma amiga, como foi um encontro na noite anterior. Um garoto de mochila vai pra escola, pelo horário está atrasado, e seu humor não parece ser dos melhores.
Tudo tão comum e tão único, tantos universos dentro de um só.
Sou levada por meus pensamentos, tento, em vão, adivinhar a vida de cada uma daquelas pessoas. Crio personagens que são só meus, do jeito que acho que as coisas devem ser.
Nem vejo o tempo passar. Chego no meu destino. No rádio do celular toca uma música que adoro, espero ela terminar, desligo o telefone e entro no prédio.
Manhã boa, com energia positiva. Me concentro no trabalho, o dia promete...
Escrito por Dani às 11h05
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